Fisioterapia na UTI reduz tempo de internação dos pacientes






Estudos apontam que as sessões de fisioterapia quando realizadas de forma integral reduzem em até 40% o tempo de internação de um paciente em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A atuação do profissional, muitas vezes desconhecida, é uma das etapas mais importantes da recuperação.

O profissional fisioterapeuta tem uma visão geral do paciente, pois atua de maneira complexa no amplo gerenciamento do funcionamento do sistema respiratório e de todas as atividades correlacionadas com a otimização da função ventilatória, que cuida da respiração do paciente. É fundamental que as vias aéreas estejam sem secreção e os músculos respiratórios funcionem adequadamente. Isso é verificado pelo profissional fisioterapeuta.

O fisioterapeuta possui o objetivo de trabalhar a manutenção dos músculos, tanto esqueléticos como respiratórios com técnicas de treinamento muscular, diminuir a retração de tendões e evitar os vícios posturais e imobilidade que podem provocar outras complicações, como úlceras de pressão, que é uma lesão de pele causada pela interrupção sangüínea em uma determinada área, que se desenvolve devido a uma pressão aumentada por um período prolongado. Isso pode ocorrer com um paciente que ficam muito tempo acamado.

O profissional utiliza técnicas, recursos e exercícios terapêuticos em diferentes fases do tratamento e de acordo com as condições clínicas e necessidades do paciente, para alcançar uma melhor efetividade do tratamento. A reabilitação pode auxiliar no desenvolvimento de um sentimento de independência, estabelecer responsabilidade de auto-ajuda e melhorar a auto-estima do paciente. A fisioterapia tem o papel de potencializar o caminho da humanização e projetar uma nova sociabilidade futura.

O trabalho intensivo dos fisioterapeutas diminui o risco de complicações e infecções hospitalares, causando também uma redução do sofrimento dos pacientes e, consequentemente, permite a liberação mais rápida e segura das vagas dos leitos das UTIs.

Por Daniel Xavier