Ato médico no Jornal Nacional


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A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que atribui uma série de procedimentos profissionais exclusivamente a médicos. Pelo texto, nenhum outro profissional pode fazer diagnóstico ou indicar tratamentos de saúde. 

Foram sete anos de discussões no Congresso. O projeto quer definir claramente as atividades que só podem ser exercidas por médicos. 

Pelo projeto, o diagnóstico de doenças, a indicação dos tratamentos, cirurgias, anestesias e qualquer procedimento que perfure a pele, como injeções por exemplo. Tratamentos estéticos, com uso ou não de substâncias químicas, e sessões de fisioterapia, por exemplo, também precisariam ser prescritos por um médico. 

Pelo projeto, em situações de risco de morte qualquer profissional pode agir. Durante as discussões, ficou decido também que tatuadores e acupunturistas terão uma regulamentação própria, que já está tramitando no Congresso. 

Categorias de profissionais da saúde reclamam. Para o Conselho Federal de Fisioterapia, o projeto é um retrocesso porque desconsidera os avanços em outras áreas. 

"Dá pena porque uma profissão tão velha quanto a medicina atrasa com esse projeto. Ao invés de avançar, retrocede", disse Eduardo Favani, do Conselho Federal de Fisioterapia. 

O Conselho Federal de Medicina discorda e ressalta a importância do diagnóstico bem feito até em situações que possam parecer simples. 

"Esses pequenos problemas podem ser os grandes problemas de amanhã. Uma luxação é um problema que, se não diagnosticada corretamente, pode gerar problemas graves", explicou o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital. 

O projeto ainda precisa ser aprovado no Senado, e, em seguida, sancionado pelo presidente.
Ato médico no Jornal Nacional Ato médico no Jornal Nacional Revisado by Dani Souto on 11:44 Nota: 5

4 comentários

lúcia mara disse...

Concordo plenamente com a necessidade de uma avaliação e indicação médica para outros serviços paramédicos necessários. Principalmente na área da estética há muitas pessoas não habilitadas aplicando botox e enzimas, e até pessoas que dizem ser médicos e não são na realidade. Essas pessoas deveriam pagar por estar colocando pessoas sem muita informação em risco. Há também muitos formados em fisioterapia e sem habilitação para aplicações e estão por aí, ganhando dinheiro nas costas das donas de casa sem informações.

lúcia mara disse...

Concordo plenamente com a necessidade de uma avaliação e indicação médica para outros serviços paramédicos necessários. Principalmente na área da estética há muitas pessoas não habilitadas aplicando botox e enzimas, e até pessoas que dizem ser médicos e não são na realidade. Essas pessoas deveriam pagar por estar colocando pessoas sem muita informação em risco. Há também muitos formados em fisioterapia e sem habilitação para aplicações e estão por aí, ganhando dinheiro nas costas das donas de casa sem informações.

Anônimo disse...

O ATO MERCENARIO, chamado de ato medico, vai de encontro com a democracia,pois traz um argumento anti-social e na sua base um discursso de profissionais que insistem em viver no pedestal da prepotencia como se fossem o proprio Deus espero que esse absurdo nao seja vetado pelo presidente e pelos conselhos de outras areas de saude

Anônimo disse...

É lamentavel como se posiciona os medicos,se nem eles mesmo conseguem atender a populaçao brasileira que, nao tem acesso a saude de forma digna ficando escravos dos carteis instalados no pais( planos de saude,industria farmaceutica.....etc),e agora o ato mercenario tenta levar pra si todas as açoes da area de saude, assim é o nosso Brasil infestado de loucos que pensam serem donos da vida e do direito alheio.